domingo, 24 de junho de 2012

O poder da língua!

                                     


         Uma crônica interessante sobre a língua. Bom para refletir sobre o que está na nossa boca. Ou seja, no nosso coração, pois a boca fala do que o coração está cheio.
         Por volta do ano 2000 antes de Cristo, um mercador grego, rico, queria dar um banquete com comidas especiais. Chamou seu escravo e ordenou-lhe que fosse ao mercado comprar a melhor iguaria. O escravo voltou com belo prato, coberto com fino pano. O mercado removeu o pano e assustado disse:
       - Língua? Este é o prato mais delicioso?
       O escravo sem levantar a cabeça, respondeu:
       - A língua é o prato mais delicioso, sim senhor. É com a língua que você pede água, diz “mamãe”, faz amizades, conhece pessoas, distribui seus bens, perdoa. Com a língua, você conquista, reúne as pessoas, se comunica, diz “meu Deus”, ora, canta, conta histórias, guarda a memória do passado, faz negócios, diz “eu te amo”.
        O mercador, não muito convencido, quis testar a sabedoria do seu escravo e o enviou novamente ao mercado, ordenando-lhe que trouxesse o pior dos alimentos. Voltou o escravo com lindo prato, coberto por fino tecido, que o mercador retirou, ansioso, para conhecer o alimento mais repugnante.
      - Língua, outra vez! Diz o mercador, espantado.
      - Sim, língua, diz o escravo, agora mais altivo. É a língua que condena, separa, provoca intrigas e ciúmes. É com ela que você blasfema e manda para o inferno. A língua expulsa, isola, engana o irmão, responde para a mãe, xinga o pai...
     A língua declara guerra! É com ela que você pronuncia a sentença de morte.
     Não há nada pior que a língua, não há nada melhor que a língua.
     Depende do uso que se faz dela. Autor desconhecido.




Um comentário:

  1. Nossa otimo texto to muito feliz por ter conhecido seu blog, te vi la Patricia nos blos que ela indica nossa edificação pura parabéns viu.

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