domingo, 3 de junho de 2012

Eu e Jesus (meu testemunho)

         Nas linhas abaixo você vai conhecer um pouco do que Jesus precisou fazer para que eu saísse das trevas. Hoje, 9 de junho, termino de postar a história. Eu sei que você vai amar. Pelo menos, eu amo ouvir ou ler, testemunhos. Gente que Jesus salvou... Libertou...


 "Obrigada Jesus, pois hoje eu tenho o céu garantido, porque o Senhor me cercou com seus braços de amor e não permitiu que eu vivesse para sempre na ignorância." 

 EU E JESUS

Todos precisamos ter um memorial para não nos esquecermos da mensagem da cruz

           Sempre fui uma pessoa interessada por Jesus, muito embora, esse interesse foi sendo transformado com o decorrer dos anos e vocês vão entender o porquê à medida que forem lendo essa história. Uma história de amor entre eu e Jesus.
           Quando busco na memória lembranças do meu relacionamento com Cristo, poucas imagens surgem.  Ainda uma menina, nem 5 anos, talvez  4,  me recordo de um Jesus Cristo em tamanho real, dentro de um baú de vidro. O sangue escorria no rosto, mãos e pés. Aliás, na catedral da pequena cidade de Pedra Azul, interior de Minas Gerais, predominavam imagens assim, no estilo barroco. E não eram poucas. Esculturas que chamavam a atenção pelos contrastes fortes e dramaticidade. Uma exuberância que para uma criança retratava uma realidade dura demais e até chocava. Um sentimento de constrangimento, que eu na época não entendia, brotava do meu coração.
        Hoje, olhando para trás, vejo que amava o Jesus que a tradição me vendia, por pena. Um Jesus pregado numa cruz, indefeso, que precisava do meu amor. Um Deus sem glórias. Não foi por acaso que Albert Einstein chegou à conclusão que a tradição é a personalidade dos imbecis. Mas, lógico, que não penso como o célebre físico que a história nos apresenta. Não somos imbecis, apenas pessoas vítimas de uma sociedade manipulada pelos ardis de nosso maior adversário: Satanás. E Jesus nos alertou sobre isso! Disse para sermos prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Somente a leitura diária da palavra de Deus pode nos ajudar com a prudência e a simplicidade. Afinal, disse várias vezes Jesus: “Vocês erram porque não conhecem as escrituras.” É necessário, buscar a sabedoria que vem do céu a qualquer preço. Sem ela, o ser humano fica amarrado a tradições impostas pela sociedade e caminha para o inferno.
         Cresci então, achando linda a história de Jesus. Um Galileu, filho de carpinteiro que por mim, que pela humanidade, morreu numa cruz. Por isso, tão logo aprendi a ler, já buscava na bíblia sagrada conhecer mais sobre o Mestre dos mestres. Com a bíblia de minha avó nas mãos e com pouco mais de 9 anos, talvez  10 já lia o livro de Levítico.   O leitor deve se perguntar agora se entendi algo. Lógico que não, mas muitas palavras daquele livro ficaram guardadas. Quando o crescimento espiritual chegou na minha vida entendi o significado das leis do livro dentro do contexto das escrituras, tudo se encaixou perfeitamente. Entendo, que nunca é cedo ou tarde demais para buscar a Deus pelas escrituras. Não adianta, a palavra de Deus quando lançada na alma, no espírito, pelo Espírito, não volta vazia. Lá do céu, creio que Jesus olhava e ria da minha busca infantil. Talvez, lembrava das escrituras que revelam: “Me encontrarão aqueles que me buscam de todo o coração.”
        No entanto, só fui encontrar o Jesus Real, Poderoso, Maravilhoso, aos 33 anos. O Cristo que já tinha descido da cruz e vencido o inferno foi finalmente apresentado a mim. Aquele que sempre me espreitou de uma forma maravilhosa resolveu se revelar como um Deus cheio de poder. Um temor e ao mesmo tempo uma segurança, sentimentos tão antagônicos, apagaram a compaixão que existia dentro de mim. O Deus que eu acreditava precisar do meu amor tinha na sua essência o amor maior.     Finalmente, caia por terra, uma grande falácia. O Deus verdadeiro, maravilhoso se descortinava dentro do meu coração. Como Jó, eu já podia dizer: “antes, eu te conhecia de ouvir falar, agora meus olhos podem te ver.” E mais do que ver, podem te contemplar e a verdade dos teus olhos em mim, embalar os meus sonhos. E comecei, mesmo a sonhar que eu largava meu barco na praia e partia rumo a outros mares, mas desta vez com Jesus. 
                                                          
MEMORIAL

      Uma infância triste, uma adolescência difícil e uma juventude complicada impediram esse encontro de acontecer antes. Feridas ainda não cicatrizadas desses anos ainda doem e o que é pior, refletem nos dias de hoje. Impedem a abundância do melhor de Jesus na minha vida e por isso, não sei quanto tempo será necessário para receber a cura desse período sem Jesus. Não sei quanto falta, até ser dia perfeito!
     Durante minha adolescência continuei buscando do meu jeito, o Jesus das imagens da minha infância e aos 12 anos, tive um breve contato com o evangelho da verdade. A minha família foi morar ao lado de uma igreja Presbiteriana Renovada e não demorou muito para que um convite fosse feito e começamos a freqüentar os cultos. Os cânticos alegres me encantavam. O povo era diferente, fiel ao seu Deus. Fiel à palavra de seu Deus. Olhava para aquelas pessoas e percebia algo que eu não tinha, que a minha família não tinha. Elas tinham problemas, mas era como se não tivessem. Acreditavam em Jesus de forma poderosa e poderiam abrir mão de sonhos por causa Dele. Um dia perguntei a uma moça da igreja porque chorava durante a sua oração e ela me disse que era o poder e a presença do Espírito Santo. Eu não conhecia o amado Espírito Santo. Foram cerca de dois anos freqüentando aquele lugar, tempo que moramos ali perto. Contudo, como não tinha raízes sólidas e não tinha em quem me espelhar voltei para o caminho de antes. Longe da igreja, a tradição familiar venceu em primeira instância. Esse tempo marcou a minha alma e eu respeitava aquele povo como ninguém. Hoje em dia, o evangelho ficou banalizado. É bonito ser crente e são poucos os crentes fiéis. Muitos estão numa igreja evangélica em busca de bênçãos e não em busca do autor da bênção.  As lágrimas ainda estão lá, mas não trazem mudanças verdadeiras. Tem mais alma que espírito. Mas sei que existe um remanescente. Sete mil que não beijaram a boca de Baal.
      Uma certeza existe dentro de mim. Durante toda essa caminhada, Jesus se ateve aos detalhes da minha busca por Ele. Caso contrário, eu não estaria aqui contando essa história. Viu as minhas lágrimas, as enxugou e mais do que isso, as guardou em taças que hoje estão diante da sua presença como forma de oração. Viu o sentimento de revolta e mesmo sem interferir diretamente deu um jeito para que a situação mudasse. De forma velada me protegeu. Mas, acima de tudo, o meu temor não passou despercebido aos olhos do Pai. Ele sabia que meu homem interior temia e esperava por uma resposta Dele nas situações da minha vida. Situações ocasionadas pelo meu homem exterior que lutava para se impor na minha vida e abater, anular o meu homem interior que amava Jesus desesperadamente.
     A mesma convicção que tenho que a religião não salva ninguém, tenho que ela pode e manda para o inferno. Sei disso, porque eu estava indo para lá mesmo freqüentando uma igreja e acreditando piamente em Jesus. E foi Cristo que disse que os religiosos colocam cargas pesadas sobre nós e com isso, nos torna filhos do inferno. Eu não sabia, mas a religiosidade com seus rituais e tradições estava impregnada em mim e me afastava de Jesus.
    Achei que seria fácil seguir o meu Jesus. Havia uma alegria inexplicável dentro de mim, uma força que derrubaria, que derrotaria, tenho certeza, olhando hoje para trás, o próprio Satanás, se ele se atrevesse a se levantar contra mim.  E a ousadia no dizer das palavras e a autoridade? Algo poderoso, que só conseguimos quando temos o Espírito Santo.
    Foi assim, cheia da alegria da salvação, que se intensificou a batalha entre Jesus e Satanás pela minha vida. Satanás sabia que tinha perdido a minha alma, no entanto não quis entregar os pontos. Eu fiquei nesse fogo cruzado, mas cheia de fé. Inabalável como o Monte Sião.  Abro um parêntesis para lembrar ao leitor que na vida do cristão, batalhas são constantes e elas surgem para nos cansar, para nos fazer desistir, pois nosso inimigo maior sabe que já perdeu mesmo antes da luta começar. Renovar nossas forças aos pés de Jesus se torna fundamental para alcançar a vitória. Aleluia!

O PODER DA PALAVRA

Dois anos antes das escamas caírem dos meus olhos, de receber o selo do Espírito Santo, a marca do sangue de Jesus, Deus já falava comigo. Uma situação aqui, uma palavra acolá. E mesmo eu não entendendo o que acontecia, eu ia guardando aquelas palavras, aquelas situações em meu coração. Uma palavra marcou e foi decisiva para me aproximar do Deus verdadeiro.
A religiosidade me fazia sempre buscar respostas de Deus abrindo a bíblia aleatoriamente. Quem não consegue ouvir Deus faz dessas coisas, mas o nosso Pai sabe disso, perdoa e até responde, muitas vezes por misericórdia ou até por um propósito. Ele faz tudo como quer. Ele é Deus! Creio que só está preso à sua palavra.
Naquela tarde, durante as férias de janeiro de 1998, fui ler a bíblia como de costume, numa pousada em Arraial d’ajuda, Porto Seguro. Busquei e encontrei a palavra de Deus: “Num só dia, você ficará viúva e sem filhos”. Fiquei assustada! Quem não ficaria? Ainda mais, alguém como eu, que sempre valorizou muito, o que Deus falava comigo dessa maneira. Depois disso, essa citação bíblica sempre voltava durante as minhas leituras. Num outro momento, um ano mais tarde, no trabalho, abri a bíblia e lá estava de novo: “Num só dia, você ficará viúva e sem filhos.” Um crente, profeta de Deus, chegou a minha sala de trabalho, naquele dia e perguntei a ele, o que Deus estava querendo dizer. Ele disse que todas as portas estavam fechadas para mim e eu precisava buscar a Deus. Já estava angustiada e fiquei ainda mais. Fui embora para casa amuada. Queria uma palavra de consolo, de refrigério e veio uma de exortação. Não sabia, mas essa seria a palavra que Jesus estava usando para trazer a salvação Dele para o meu lar.
Em 2000, o ano que Jesus me amarrou com cordas de amor, trabalhava numa emissora de televisão como editora de telejornal. Fiquei nessa empresa por 20 anos. Jornalista, mas também dona de casa. Na época, mãe de três filhos. Jonas que mora no céu, a minha primícia, Deus levou para ele, Jonathan Samuel, um presente de Deus e João Victor, a alegria da minha casa. A Maria Júlia só chegaria como reparadora de brechas e restauradora de veredas em 2010. Minha menininha já nasceu na bênção e ganhou um nome forte. Maria que significa aquela que carrega a graça, Amada de Javé e Júlia, cheia de energia. O Senhor vai dar a ela muita saúde para pregar o evangelho por onde for.
Como milhares de outras mulheres de Governador Valadares eu vivia um problema. Meu marido morava alguns meses do ano, aproximadamente quatro meses, nos Estados Unidos. Chegou a ficar onze meses e foi nesse período e foi essa situação que o Senhor Jesus usou para me aproximar Dele. Portanto, quando a salvação do Senhor chegou, eu me encontrava sozinha, com dois filhos para cuidar. O Jonathan com 7 anos e o João Victor com 2 anos. O trabalho cansativo demais sugava tudo de mim. Costumávamos brincar lá na redação, que televisão é uma máquina de fazer doido. E depois que converti ao evangelho, à Jesus foi o que mais ouvi, que tinha ficado doida de vez. Não estava nem aí para os meus amigos. Eu sabia quem eu era agora e ninguém iria me roubar do meu Pai.
A forma como aceitei Jesus foi interessante porque não houve aquele momento de ir à frente de uma igreja. Quando disse ao meu marido, que estava nos Estados Unidos, que naquela noite de domingo iria voltar à igreja evangélica ele me disse: “Você vai acabar virando crente!” E aí eu disse sem pensar: “ Eu já sou crente!
Desde então, começou uma guerra dentro da minha casa, mas eu apenas segui meu caminho na casa de Deus. Quando ele fala qualquer coisa comigo, eu apenas busco parafrasear Jesus  e digo: “Você não sabe que eu tenho que estar na casa do meu Pai.”
No meu trabalho, eu tinha três colegas evangélicos que freqüentavam denominações diferentes. Um rapaz e duas moças. Entre eles, havia uma conversa de um encontro com Deus. Os três foram a esse encontro e eu ficava ali só ouvindo. Dos três, duas mudaram mesmo o seu modo de vida. Embora evangélicas, agora davam testemunho, o que não acontecia antes. Como seguidoras dos princípios cristãos eram piores que eu. Cheguei perto do rapaz e perguntei se católico poderia ir a esse encontro e se ele poderia pedir ao pastor dele para eu participar. Esse colega, que se transformou em um grande amigo, orou muito por mim. Ele trouxe a notícia de que o pastor queria falar comigo.


BUSCANDO A DEUS

No encontro com esse pastor, uma conversa rápida. Ele me perguntou o que me fazia querer ir ao retiro chamado por eles como “Encontro com Deus.” Eu simplesmente respondi que sentia que precisava de Deus. Minhas exatas palavras foram essas: “Pastor, eu preciso de Deus!”
Alguns dias depois, estava eu indo para o encontro com Deus, cheia de expectativa. Minha sogra ficou tomando conta dos meninos, porque seriam duas noites fora de casa. No ônibus, estava sem graça, me sentindo um peixe fora d’água. Imagine você! Umas quarenta mulheres, todas evangélicas e uma católica ferrenha no meio delas. Mas, Deus cuidou de tudo. A saída aconteceu por volta das sete da noite da porta de uma igreja Batista que fica no centro de Governador Valadares e aí, começou a chover. E choveu... Mas, choveu muito.
Quando chegávamos ao local do retiro. O motorista do ônibus parou e falou que não ia seguir viagem porque o veículo atolaria. Foi uma polvorosa! As mulheres que lideravam o encontro começaram a implorar o moço e nada. Algumas pessoas no ônibus começaram a chorar. Uma loucura! E eu? Vocês querem saber o que eu pensava. Ria no meu íntimo. Pensava que eu era louca de ter topado ir ao retiro. No entanto, não dava mais para voltar! Uma das líderes que inclusive estava grávida começou a dizer para orar pelo motorista que ele estava sendo usado por um demônio. Aí, eu ri de verdade! Ele retrucou rapidinho. “Também sou crente dona! Não é demônio não, eu tenho juízo e não vou atravessar essa ponte e entrar com o ônibus no meio desse barro.”
Sem saída, começamos a descer do ônibus. As mais calmas, pois as outras estavam sendo tranquilizadas e foram levadas num carro que foi providenciado. Antes, eu tivesse dado uma de histérica também. Pelo menos não tinha enfrentado tanto barro e tanta água.
Quando seguíamos a pé e debaixo de chuva para o local do retiro tivemos que atravessar uma ponte que estava submersa de água. Ninguém parava de falar. Também devíamos ser umas trinta mulheres. E não é novidade que mulher fala! Algumas na verdade choravam. De repente, ouvi alguém dizer, anda no meio da ponte, por causa das cobras que costumam ficar nas beiradas. Ela nunca deveria ter dito aquilo. Foi uma gritaria só. Uma moça agarrou a minha mão e perguntou se poderia ir junto comigo. Relembrando aqui para contar essa história, eu estou me acabando de rir. Foi muito engraçado. Agora que passou, é lógico!
O que mais me fazia rir no meu íntimo daquele povo era o jeito de falar. Era algo novo para mim. “Misericórdia!”, “Tá amarrado!”, “O motorista estava endemoninhado!”, “É o diabo”, “Isso é ataque”!”, “Esse encontro vai ser sobrenatural!” Essas eram apenas algumas das palavras que eu me lembro, mas tinham muito mais, pois durante toda a caminhada elas oravam alto e eu ria... Aí, eu ria muito! Pois, estava de noite e ninguém poderia me ver ou saber, a não ser aquela mulher que segurava com tanta força o meu braço, como se eu pudesse ajudá-la caso algo ruim acontecesse.
Depois de atravessarmos a ponte, sãs e salvas, tivemos que enfrentar o barro. Era barro por toda parte. Não tinha nem uma grama ou cascalho. Nada para amenizar a situação precária. Precisei tirar a sandália e o pior não tinha trazido outra, pois o meu amigo tinha me dito que eu não sairia de dentro do sítio. Seriam só palestras. Pensei: “Vou matar ele quando voltar!” A roupa, nem preciso dizer. Suja de lama. Tinha barro até na cabeça e o cabelo, todo molhado por causa da chuva.
No meio daquele barro numa noite muito escura, com uma mulher desconhecida agarrada ao meu braço, eu seguia com os meus pensamentos. Lembrava dos meus amigos de trabalho. Como eles iriam rir da minha cara quando soubessem o que eu estava vivendo. Eu, tão cheia de não me toques, no meio daquelas mulheres “malucas”, enfrentando chuva, cobras e barro. E não foi diferente! Na segunda-feira de manhã, o assunto na redação e nos corredores da TV era o meu encontro com as crentes. Na verdade, foi assunto para o mês inteiro. Afinal, em menos de cinco semanas, eu deixaria o catolicismo em definitivo e abraçaria a fé evangélica.
Quando chegamos ao sítio onde seria realizado o retiro aquela moça que eu ajudara no trajeto me agradeceu. Senti uma paz quase que de imediato ao adentrar aquele lugar. Havia cartazes por toda parte nos dando as boas-vindas e também nos alertando para a lei do silêncio. Uma das líderes do encontro nos advertiu que a partir de agora não conversássemos mais uma com as outras, pois estávamos ali para falar com Deus, para encontrar Deus. Elas nos deram um tempo para limparmos o barro e fomos então para a primeira palestra.

O ENCONTRO

A primeira palestra foi de exortação.  Naquela noite fiz um retrospecto da minha vida e descobri como eu era infiel ao Senhor e aos seus princípios e o pior, como que tudo aquilo que se descortinava diante de mim, parecia normal antes. Nunca entendi muitas daquelas atitudes cometidas como afronta ao Senhor, ou seja, como pecado. Mas, graças a Deus, ficou tudo ali. A confissão, o pedido de perdão, as lágrimas...
Agora sei qual é o meu nome e sei que tenho um sobrenome espiritual: Israel. Sou Israel de Deus. Fui enxertada na Oliveira verdadeira.  Encontrei quem eu procurava.
Observava entre as mulheres que algumas estavam impactadas, outras nem tanto. Para essas a princípio duras de coração, havia orações especiais por parte da liderança. Entendi isso, porque as líderes ficavam sempre perto delas orando sem cessar. Eu me assustava com aquilo e fazia tudo o que mandavam, até porque não queria ninguém tão próximo de mim. A oração delas me incomodava. Achava estranho o jeito de orarem. Parecia que tinham saído de um centro de macumba. Não que eu já tenha frequentado um. Graças a Deus, nem conheço, mas já tinha visto as exibições espirituais do candomblé em reportagens e documentários. Isso me deu medo e fiquei o tempo inteiro orando a Deus. Pedia que cuidasse de mim ali.
Fomos dormir em paz. Deus estava ali para nos encontrar. Dormíamos e acordávamos ao som de canções lindas. Foi isso que mais gostei!
No sábado de manhã, novas palestras de exortação. Depois do almoço tínhamos um tempo para descansar e aí, o Senhor me concedeu a minha primeira experiência espiritual. Ao fechar os olhos tive uma visão. Uma boca suja de sangue. Não entendia o que era aquilo. Não contei para ninguém Também achava que não iriam acreditar.
O pastor da igreja que tinha me enviado ao encontro chegou para me ver. Comentou ainda sobre o incidente na viagem. Perguntou se eu estava bem e se estava gostando. Contei a ele que estava gostando, mas estava preocupada com os meus filhos. Essa preocupação me veio depois da visão. Aí, ele me disse que se Deus não pudesse tomar conta dos meus filhos, ninguém mais poderia. A palavra daquele homem de Deus acalmou o meu coração e me deu coragem para ficar ali até o final. Eu iria encontrar com Deus! Não era para isso, que eu tinha vindo? 
À tarde e à noite, mais palestras, agora com apresentações de teatro. No domingo, a volta para casa. Alguns membros da igreja, incluindo o pastor e o meu amigo, foram me buscar e precisei ir à igreja para o culto da noite. Confesso que queria é ir para casa. Precisava de um banho de verdade! Entretanto, foi bom, porque meus filhos estavam lá e o pastor nos levou à frente e hoje entendo isso, como forma de apresentar a minha família para Deus.
Ao chegar na minha casa,  a  segunda experiência espiritual. Depois do banho fui para cama e quando fechei os olhos, uma nova visão. Desta vez uma cascata de água, ou melhor, um tocha de água caiu sobre mim. Foi tão real, que abri os olhos rapidamente.
A compreensão veio naquele instante. Eu tinha me encontrado com Deus e ele tinha me batizado com o dom de visões.

EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS

Depois da volta do encontro, as experiências espirituais continuaram. Posso dizer que o Senhor me mostrou ao vivo e em cores o mundo espiritual que me cercava e me fez entender que Ele me queria fora daquele caminho para o abismo eterno. Literalmente vi anjos e vi demônios no início de minha caminhada com Cristo. Senti a presença manifesta do Espírito Santo várias vezes. O seu calor... O seu cântico... 
Eu que amava a Igreja Católica, sabia dos seus erros quanto à idolatria, culto aos mortos, mas achava que não poderia ser atingida, desde que eu não era praticante de tais heresias, fiquei chocada. Mesmo na inocência, eu estava sendo atingida e minha alma, meu espírito sabem disso muito bem. Entendo hoje, que eu sou amaldiçoada quando freqüento uma igreja que pratica atos anti-bíblicos.   
Posso dizer que o Senhor não teve pena de mim e abriu os meus olhos e os meus ouvidos espirituais de tal forma que via os demônios na minha casa. Foram 30 dias sem dormir direito. Um medo se apossou de mim. O que me acalmava e ao mesmo tempo consolava é que tive experiência com demônios, mas também com Deus e a experiência com o Senhor chegou primeiro. O Pai sempre me fortalecia e me preparava para o que vinha pela frente. 
Uma noite senti alguém tocando a minha perna como se estivesse querendo me acordar. Com medo comecei a clamar a presença dos anjos e a rezar o salmo 91(é isso que católico faz, pelo menos eu fazia). Aí, ouvi a voz do Senhor dizendo: “Eles já estão Marialda!” Meu nome suou doce e ao mesmo tempo forte. Nunca vou me esquecer daquele momento divino. Sentia a presença do Espírito Santo, embora não soubesse direito sobre isso, eu sabia que era Ele ali, ministrando para mim. Um calor maravilhoso inundou o meu quarto. Não tive coragem de abrir os olhos. Hoje, olhando para trás vejo que não foi medo e sim Deus que por algum motivo não permitiu que eu abrisse os olhos. Sei se fosse propósito Dele, eu teria aberto os olhos. Sinto saudades daquela noite. Como seria diferente hoje, se tivesse uma experiência parecida. Eu me renderia por completo e não me retrairia. 
Num outro clamor, no meu local de trabalho quando pedia em voz alta ao Senhor para responder as minhas orações. uma coluna de fumaça surgiu e só eu vi. Eu comecei a gritar para meu colega, um editor de imagens, que a sala iria pegar fogo, mas ele falava que não tinha fumaça ali. Deus se manifestava para dizer que Ele estava de olho em mim.
Tive várias experiências com demônios. Os via por toda parte. No meu quarto, uma mulher com o dente sujo (preto) rindo pra mim. Em outro momento um homem levitando sobre a minha cama. E o diabo queria mesmo me assustar. Usava formas de homens, artistas famosos ou pessoas da família. O Senhor continuava a me mostrar o que me cercava. Precisamos abrir a porta do nosso lar para Jesus. "Eis que estou à porta e bato..."
Um dos piores momentos que vivi foi com olhos abertos. Na TV, que eu assistia, apareceu uma mulher travestida da “Senhora das Graças” pulando e no final ela voltou a ser uma estátua, branca, horrível. Pasmem, o demônio estava ali, ao vivo e em cores. Segundo o meu pastor na época, essa é uma das piores manifestações demoníacas. No popular, não era um capeta qualquer.
A outra experiência também foi complicada. Recebi a visitação de um espírito humano. Não queiram passar por isso. É simplesmente horrível. Uma pessoa espírita, minha colega de trabalho que estava, vamos dizer assim, revoltada por causa da minha conversão me fez uma visita à noite. Ou melhor, o espírito dela me visitou e ficou levitando em cima de mim querendo me agarrar. Pelo menos foi assim que aconteceu comigo.
Em outros momentos, ainda acordada ouvia latidos de cães dentro do meu quarto. Os latidos eram tão altos e tão fortes que sei que não se tratavam de cães pequenos. Dava medo, de tão real. Como se não bastasse, demônios afrontando a presença dos anjos do Senhor tentaram pular em cima de mim, mas apanharam dos anjos que estavam ao meu redor.  Eu não vi essa situação, mas senti eles pulando em mim e depois os senti sendo retirados e gritando como se estivessem apanhando. Uma loucura! 
Quanto a visão da boca suja de sangue durante o meu encontro, lembram? Na segunda-feira, fiquei sabendo que uma prima que eu amo de paixão tinha sofrido um acidente e quase morrido. Imagine como me senti. Deus tinha me mostrado e eu no meio de tantas pastoras não pedi uma oração de livramento. Mas, Deus por misericórdia livrou aquela pessoa tão preciosa na minha vida.

A IGREJA CATÓLICA

Mas, você deve se perguntar: “Quando foi que você entendeu que a igreja Católica Romana não era o lugar certo?” Lembra quando disse acima que uma palavra bíblica me perseguia e eu tinha muito medo dela. “Num só dia você vai ficar viúva e sem filhos.”
Com tantas experiências espirituais, uma tarde cheguei do trabalho e tive mais uma. Fui sacudida no mundo espiritual literalmente e depois vi um homem sem nariz e sem boca se distanciando de mim. Deus me mostrava que meu inimigo já estava recuando, só que eu nem imaginava que era isso. Com medo, liguei para a minha prima que já era evangélica e contei a ela. Ela me disse que deveríamos ir à casa de uma amiga. Uma mulher abençoadissima que era da igreja dela e poderia me ajudar naquele momento difícil. Quando cheguei, expus tudo o que vinha me acontecendo e essa irmã abriu a bíblia dela em Isaías 47 e começou a ler o capítulo inteiro e eu fiquei ali ouvindo atentamente. Estava tão nervosa que lembro que arrancava a cutícula da minha unha e até sangrava.

"Desça, sente-se no pó, Virgem cidade de Babilônia; sente-se no chão sem um trono, Filha dos babilônios. Você não será mais chamada mimosa e delicada.
Apanhe pedras de moinha e faça farinha; retire o seu véu. Levante a saia, desnude as suas pernas e atravesse os riachos.
Sua nudez será exposta e sua vergonha será revelada. Eu me vingarei; não pouparei ninguém.
Nosso redentor, o Senhor dos Exércitos é o seu nome, é o Santo de Israel.
Sente-se em silêncio, entre nas trevas, cidade dos babilônios; você não será mais chamada rainha dos reinos.
Fiquei irado contra o meu povo e profanei minha herança; eu os entreguei nas suas mãos, e você não mostrou misericórdia para com eles. Mesmo sobre os idosos você pôs um jugo muito pesado.
Você disse: ‘Continuarei sempre sendo a rainha eterna! ’ Mas você não ponderou estas coisas nem refletiu no que poderia acontecer.
Agora, então, escute, criatura provocadora, que age despreocupada e preguiçosamente em sua segurança, e diz a si mesma: ‘Somente eu, e mais ninguém. Jamais ficarei viúva nem sofrerei a perda de filhos’.
Estas duas coisas acontecerão a você num mesmo instante, num único dia, perda de filhos e viuvez; virão sobre você com todo peso, a despeito de suas muitas feitiçarias e de todas as suas poderosas palavras de encantamento.
Você confiou em sua impiedade e disse: ‘Ninguém me vê’. Sua sabedoria e conhecimento a enganam quando você diz a si mesma: ‘Somente eu, e mais ninguém além de mim.
A desgraça a alcançará e você não saberá como esconjurá-la. Cairá sobre você um mal do qual você não poderá proteger-se com um resgate; uma catástrofe que você não pode prever cairá repentinamente sobre você.
Continue, então, com suas palavras mágicas de encantamento e com suas muitas feitiçarias, nas quais você tem se afadigado desde a infância. Talvez você consiga, talvez provoque pavor.
Todos os conselhos que você recebeu só a extenuaram! Deixe seus astrólogos se apresentarem, aqueles fitadores de estrelas que fazem predições de mês a mês, que eles a salvem daquilo que está vindo sobre você; sem dúvida eles são como restolho, o fogo os consumirá. Eles não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas. Aqui não existem brasas para aquecer ninguém; não há fogueira para sentar-se ao lado.
Isso é tudo o que eles podem fazer por você, esses com quem você se afadigou e com quem teve negócios excusos desde a infância. Cada um deles prossegue em seu erro; não há ninguém que possa salvá-la.
                                          Isaías 47 (1-15)

Ela terminou de ler o capítulo e começou a explicá-lo, seu significado e o que Deus deixava claro nesta parte das escrituras. Aquela irmã não sabia que naquele momento, as escamas caiam dos meus olhos. Aquela palavra já vinha sendo falada ao meu coração há cerca de três anos, sem que eu a entendesse e no momento que ela leu esse texto, eu sabia, eu tinha certeza que era Deus falando. Então, eu poderia confiar no resto. Ou seja, no que estava sendo explicado.
Deus queria me esclarecer por meio daquela amada mulher que não seria eu que ficaria viúva e sem filhos, mas seria Satanás por meio daquela fé cega. Ele será jogado no lago de enxofre, com seus demônios e seus filhos. Aprendi que o inimigo das nossas almas é adorado naquela igreja que pratica ainda atos de feitiçaria e de necromancia. Tudo que Deus abomina. Ele é adorado por meio das imagens sem que as pessoas possam ver e por isso no texto diz:  “Ninguém me vê”. Uma igreja que pratica feitiçarias porque sabe que está errada e persiste no erro. A rebelião contra Deus é como o pecado da feitiçaria. Deus não faz distinção entre esses dois pecados: rebeldia e feitiçaria. Uma religião que ainda pratica a necromancia, ora pelos mortos, os adora ou pede favores a eles.
O terrível é que quando estamos lá dentro, não vemos nada disso. Lemos a bíblia e não enxergamos a verdade. Por isso, precisamos sempre orar a Deus para abrir os nossos olhos. Só Ele pode nos dar o verdadeiro entendimento, a fé que nos leva para a luz e não uma fé que nos cega e nos conduz ao inferno. Afinal, está escrito em Apocalipse que os idólatras não entrarão no céu. E não adianta dizer que você não adora, porque se está nessa religião, você está dizendo no mundo espiritual que concorda com a prática dela. Eu não sabia, não adorava imagens, não orava o terço, já tinha entendimento que isso era errado, mas mesmo assim, a minha casa estava cheia de demônios.
Lembro de uma passagem interessante sobre esse meu jeito de pensar. Na minha casa mesmo sendo católica não tinha imagens, terços... Quando comecei a freqüentar uma reunião da renovação carismática sempre chegava depois da oração do terço, exatamente por achar errado. No entanto, me peguei pensando: “Meu Deus será que essas pessoas todas estão erradas?  Vou começar a rezar o terço, se for errado, o Senhor fale comigo de alguma maneira.” Na semana seguinte, fui a uma livraria católica e comprei um terço lindo todo em pérola. Vocês podem não acreditar, mas não cheguei a rezar uma única vez. O terço simplesmente desapareceu. Entendi que era o Pai falando: “Não é por aí.” Isso aconteceu cerca de  catorze anos antes de aceitar a Cristo e sair em definitivo da igreja Católica.
Um pouco mais próximo da minha conversão ao protestantismo uma nova experiência, talvez um ano antes, recebi uma foto do meu marido que estava nos Estados Unidos. Vi que ele usava uma medalha de uma santa. Olha só, mesmo sendo católica armei a maior briga por telefone. Falei com ele, se não jogasse aquilo fora ou tirasse do pescoço iria me separar dele, se quisesse deveria colocar uma medalha de Jesus. No outro dia, um domingo à tarde, fui dormir um pouco quando sonhei acordada. Sonho e visão ao mesmo tempo.
Dormindo sonhei que uma mulher vestida de preto tentava me enforcar e ela só me soltou quando clamei o nome de Jesus. Acordei sentindo um peso na minha cama e pensei: “Quem está deitado ao meu lado?” Eu sabia que antes de dormir tinha trancado a porta do quarto e que ninguém poderia estar na cama comigo. Criei coragem, olhei e vi meu marido. Perguntei para ele: “Você voltou?” Ele disse: “Sim, eu voltei.” Na visão, meu marido aparecia com uma marca negra na testa. O sonho mexeu comigo. Tinha certeza que não era um sonho comum e lógico, me lembrei da briga com meu marido por causa da medalha. No meu trabalho contando toda a história, meus amigos debochavam: “A vingança de Nossa Senhora!” E eu ria com eles, contudo, guardei aquilo no meu coração.
Pense bem se você é católico e está lendo esse texto. Qual é o nome da igreja que você freqüenta: “Santa Terezinha, Santo Antônio, Santa Rita, Aparecida...” Quando você entra numa igreja que não tem o nome do Senhor e que dentro delas tem outros deuses (imagens de santos, pessoas que já morreram), você está honrando esses mortos. Deus diz também em Isaias que não divide a glória Dele com ninguém. Toda a honra e toda a glória tem que ser dada a Ele. Só Ele é digno.


APRENDENDO DE DEUS

Bem deixei a casa daquela irmã, mesmo com todas as explicações ainda católica na aparência, na fala, mas na alma eu creio que já saí dali crente. Chorei e chorei muito quando entrei no meu carro, que tinha um adesivo: "Sou feliz porque sou católica". Olha aí a idolatria camuflada! Nunca colocaria hoje com a minha atual fé, um adesivo dizendo que sou feliz porque sou evangélica. Colocaria: "Sou feliz porque tenho Cristo como o meu salvador!" Entende, como eu era cega?
Fui chorando até chegar a minha casa e falava com Deus das pessoas católicas que eu gostava. Do padre Jonas, um homem que eu considerava tanto e não queria que fosse para o inferno. No meu coração, não posso te explicar como, mas Deus testificou que o padre Jonas, pessoa que eu admirava muito sabia a verdade, mas não queria segui-la. No momento, que escrevo essas palavras, ele ainda vive embora esteja bem velhinho. “Jesus, salva ele!” Foi com esse homem que aprendi tantos princípios, como não ver novelas, não ler literatura promíscua ou chula além de outros hábitos errados que vamos cultivando no decorrer da nossa vida.
É importante dizer que nem tudo na igreja católica é errado. Ela foi uma igreja que saiu da igreja primitiva. Não foi a primeira igreja como querem dizer, mas segue ainda muitos princípios bíblicos como a questão do aborto por exemplo. O problema é que no meio do caminho, essa instituição perdeu o rumo. Preferiu agradar aos homens, a ser fiel a vontade de Deus. Em muitos pontos, Deus diz não e essa igreja ,por meio do seu papa, diz sim, simplesmente para  continuar sendo honrada pelos homens, aumentar sua riqueza e seu poder. Está em rebelião com Deus. Misericórdia!
Num culto usando um profeta o Senhor me disse que era para eu buscá-lo. Falou três vezes: Busque a minha presença! Comecei então, uma corrida pelo entendimento de tudo aquilo que me acontecia. Queria obedecer a Deus e também queria explicações. Comecei a ler a bíblia, a ler livros relacionados com a palavra e a ouvir palavras de vários líderes evangélicos. As escamas foram caindo dos meus olhos como um milagre. Coisas tão simples que estavam ali o tempo todo na minha bíblia católica e eu não conseguia ver. A idolatria cega!
Agora já crente e cheia do Espírito Santo, eu busquei ao Senhor. Comecei lendo Benny Hinn e conheci um pouco sobre o Espírito Santo que até então, eu não entendia que ele era uma pessoa. Sempre acreditei num só Deus, na trindade, mas não entendia isso. O Espírito Santo é uma pessoa e não um poder. Depois li Rebecca Brown. Olha que loucura! Precisando beber leite, já estava tomando vitamina. E não parou por aí. O que caia na minha mão eu lia e lógico sempre frequentando a igreja debaixo de uma autoridade pastoral. Em breve vou indicar os livros que li desses dois autores aqui no meu blog.


EPÍLOGO

A minha história com Jesus ainda não acabou e continua sendo contada em cada manhã e em cada anoitecer. A alegria Dele é a minha força e vou vivendo de glória em glória e de vitória em vitória. O melhor é que o final feliz da minha história com Ele está garantido Não como os das novelas ou dos contos de fada ou melhor contos de bruxos. é mais moderno dizer assim, não é mesmo? No entanto, um final feliz real. Jesus enxugará toda a lágrima dos meus olhos. Ele me espera para uma ceia especial. Jesus é um Deus pessoal. Ele também espera por você! Ganharei vestes novas, anel no dedo, coroa na cabeça e um novo nome. Eu espero encontrar você lá, nas bodas do cordeiro.
Amigos internautas, evitei colocar nomes no texto, mas preciso dar honra a algumas pessoas que Deus levantou para cuidar da minha alma. Apenas algumas delas que me amaram de verdade e oraram por mim, porque eu sei que só lá no céu eu vou saber quem e quantos foram e estão sendo meus pais e mães espirituais nesta jornada que é viver.
Primeiro louvo a Deus pela vida do pastor que permitiu que eu fosse ao encontro, mesmo não fazendo parte da igreja dele. Homem de Deus, de visão aberta. Pastor José Soares (Igreja Batista do Calvário). Nessa igreja recebi o batismo. Do pastor José Soares guardo algumas palavras. Uma delas sempre me vem à memória. "A sua vitória será a nossa vitória!"
O meu amigo Alex. O colega de trabalho que Deus usou para me levar ao pastor José Soares. Atualmente, ele está perdido e sabe disso. O Alex foi aquele que chorou junto a Deus pela minha alma. Hoje, sou eu quem choro a Deus pela alma dele. "Deus, salva o Alex."
Depois, o pastor Daniel Branco (Comunidade Vida Nova). Aprendi bíblia demais com esse homem. Tenho saudades dos estudos que ele ministrava na célula. Saudades das palavras ministradas nos cultos. Do cuidado dele para que o culto fosse feito dentro da vontade do Espírito Santo. Quantas vezes, o culto estava sendo ministrado na alma, ele parava e começava tudo de novo até romper o mover de Deus. Dele também guardo uma palavra: "Deus é Bom, Marialda. Deus é muito Bom!" Palavras simples, mas tão profundas. Vocês já pararam para pensar na intensidade do que é a bondade de Deus? Eu parei, depois que o pastor Daniel me disse essas palavras, e às vezes até choro quando começo a falar ou a cantar a bondade do meu Pai. "Tu és bom. Em todo o tempo és bom. Justiça está em ti. Teu amor é pra sempre!"
 Da minha irmã e amiga Célia, a mulher que Deus usou para dar a palavra que mudaria a minha vida e me levaria para o céu. 
Da minha prima-irmã, Noêmia. Uma conselheira fiel. Mulher de Deus. Guerreira do Senhor.
Das colegas de trabalho, agora amigas para a eternidade, Âmely e Belchíria. Compramos livros e assistirmos palestras de estudo juntas. Tempo bom de crescimento espiritual. Estávamos avivadas e como dizia a Bel naqueles dias: "Tínhamos que ser presas." 
Durante os meus piores momentos de batalha espiritual aqui na minha casa. Deus enviou uma pessoa pra lá de especial para trabalhar comigo. Eu tenho ou não tenho que amar esse Deus? A Nilza me contou que lavava as vasilhas na casa da pessoa que ela trabalhava quando Deus falou que o tempo dela ali tinha acabado. Ele precisava dela em outro lugar. A Nilza foi a pessoa que naqueles dias de guerra cobriu minha casa de oração. Obrigada Jesus pela vida da Nilza. E olha só, depois que saiu da minha casa, a abençoada foi para casa de um amigo. Gabriel Duarte, na época católico e que atualmente também é crente. Deus é Fiel! Ele faz tudo perfeito e não nos deixa só. Ele levanta guerreiros no céu e também na terra para nos ajudar.
Por último, agradeço a Deus pelo meu atual pastor, Moisés de Oliveira (Igreja Casa da Bênção). Só Deus sabe como eu amo essa vida. Sei que ele intercede por mim, pela minha família e nos ajuda a permanecer no Caminho. Dele também guardo uma palavra profética: "Marialda, o deserto não dura pra sempre!"

Obrigada Amado Espírito Santo, sem a sua ajuda eu não teria conseguido chegar aqui.

8 comentários:

  1. Olá!
    Vim parabenizar pelo seu blog e deixar um incentivo para que continue sem desanimar.
    Um grande abraço e que Deus continue a te abençoar!

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pela visita Marialda.

    Será um prazer ter a filha do rei dos reis como parceira.

    Assim que possível estarei participando do seu blog.
    Estarei adicionando um banner do seu blog.

    Que Deus a abençoe.

    ResponderExcluir
  3. Minha querida belo testemunho até aqui, é verdade religião não salva ninguém e creio que Deus nos usa onde deseja, volto depois para ler a outra parte.

    ResponderExcluir
  4. Graça e Paz!! Parabéns p/blog.Quando teremos a continuação do seu testemunho de conversão? Que o ETERNO te abençoe e guarde.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Amanhã, encerro o texto do meu testemunho, inclusive honrando as pessoas que o Senhor usou para me libertar...

      Excluir
  5. Mana querida, benção seu testemunho, confesso pra vc que alguns amigos meus e parentes por parte do Eliar não irão gostar de ler algumas coisas escritas aqui por vc, mas espero que o espirito santo toquem neles para que leiam e entendam o texto de forma abençoada. Te amo muito!!!

    ResponderExcluir
  6. Pois é Nessa!! É O Espírito Santo quem faz a obra. beijos mil.

    ResponderExcluir
  7. Menina que coisa hem, é muito complicado ver as coisas ruins né, creio que o motivo é assustar para deixarmos de servir a Deus e deixar o medo tomar conta, mas graças a Deus que ele nos guarda de todo mal, parabéns por tudo que passou e apredeu hoje esta aqui nos ensinando.

    ResponderExcluir