terça-feira, 1 de maio de 2012

A saída do Egito!


Não é fácil sair do Egito, abandonar o passado, quando ele está impregnado nas nossas entranhas, como se fosse a nossa pele. As mágoas estão lá, as derrotas, os fracassos, as injustiças. Só quem sofreu com a injustiça sabe como ela dói e marca o nosso caráter. Não é só Faraó que nos impede de deixar o Egito, nós mesmos muitas vezes queremos continuar ali como escravos. Isso é desesperador! Entendo porque o povo de Deus sentia falta dos temperos do Egito e naquela crise de abstinência no deserto desejaram voltar à terra de Faraó e se esqueceram da escravidão vivida lá. No Egito, existe choro e clamor, no entanto também, tem riquezas a serem desfrutadas, tem comida boa, passeios pelo Nilo, tem noites em família, entre amigos e também entre egípcios que pensamos serem amigos, mas não passam de falsos irmãos. Na terra estrangeira tem um pouco da nossa história, nosso passado ficou lá.. 

Deus derrota Faraó, mas o Egito que existe dentro de nós precisa ser arrancado por nós mesmos.(Me ajuda Senhor, a arrancar o que existe do Egito em mim!)   E olha, que Deus nos ajuda nesse tempo difícil. Ele nos livra dos filisteus e nos manda para o deserto. Só no deserto podemos aprender a depender de Deus.  Deserto é lugar de aprendizado, mas também é lugar de milagres. Só no deserto tem maná, tem carne e tem água pura tirada da Rocha.  Na terra prometida tem trabalho, tem guerra..
Lembra do que Deus disse: “Deixa meu povo ir para me adorar.” No Egito tem um problema que mata o verdadeiro adorador. O Egito é uma terra sem altares.  Como cantar os cânticos de Sião em terra estrangeira e como dançar diante do Eterno em cativeiro? No Egito, não existe altar, não tem clima, não tem o mesmo ar, o mesmo perfume. O cheiro de nardo, de oliveira. O adorador sem um altar morre, porque dentro dele o espírito clama por esse tempo com Deus.   O povo precisava abrir mão de certas regalias, deixar um passado de 430 anos, para cultuar ao Senhor, servir ao Senhor como Ele desejava. E pra começar tinha um deserto a frente. Um tempo necessário, mas que não precisa ser de 40 anos se aprendermos a ouvir a voz do Espírito Santo. 
Faraó foi derrotado rápido, pois Deus nos ajuda a derrotar Satanás, mas aquilo que foi plantado dentro de nós, leva tempo para ser arrancado, porque muitas vezes nós mesmos cultivamos o mal dentro de nós, gostamos daquilo que nos faz mal e que Deus detesta. Não vou  e não posso ficar dando voltas no deserto. Afinal, a terra prometida é logo ali. 14 dias não podem se transformar em 40 anos. Eles precisaram de 40 anos para arrancar o Egito de dentro deles. Misericórdia, Senhor!
O Egito rouba o meu tempo, rouba a minha saúde, rouba a minha sabedoria, rouba o meu melhor. O meu melhor tem que ser usado para adorar ao Senhor.
Mas depois que tomamos a atitude correta, resolvemos obedecer a Deus, enfrentamos o que for preciso para entrar na terra prometida. E o maravilhoso, quando conseguimos chegar lá descobrimos o milagre que Deus fez e nem percebemos. Não envelhecemos, estamos forte para tomar posse do que é nosso. Calebe já velho, depois de 40 anos vivendo no deserto, aos 85 anos, se sentia forte como quando saíram do Egito. Isso me faz entender que o deserto mata, porque muitos morreram nele, mas para os que o venceram, a restituição existe. A vitória é completa.  

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